FUTEBOL: Benfica 2 – 1 Sporting (Liga NOS 2016/2017 – Resumo e golos)

FUTEBOL: Benfica 2 – 1 Sporting (Liga NOS 2016/2017 – Resumo e golos)

Foram correrias sem fim, bola de um lado, bola do outro, olhos colocados na baliza adversária e fogo nas pernas. Também por isso o jogo foi excelente: como muitas vezes o é este dérbi. Não foi um jogo tecnicamente perfeito, mas foi loucamente emocionante.

Foi futebol em estado puro.

Alimentou-se de dentro de alma e fez os jogadores perderam aquela eletricidade estática: a energia que os faz correr só na direção certa e apenas o necessário. Este jogo não teve nada disso. Desligou-se das noções do futebol moderno, soltou-se das amarras e foi bárbaro, no sentido de primitivo.

Um desvario, lá está.

É claro que não há-de faltar quem vá falar do árbitro e das duas queixas que o Sporting leva de supostas grandes penalidades na área do Benfica.

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Mesmo que o árbitro tenha errado, o que não é óbvio, não explica tudo: foram apenas danos colaterais, e não são maiores do que os danos com os laterais. Os danos com Zeegelaar e João Pereira, que ficaram presos ao chão enquanto o adversários (Salvio, primeiro, e Jimenez, depois, respetivamente) lhe ganhavam a frente para fazer os dois golos encarnados.

Isso, sim, foram erros graves: não vale falar do árbitro sem mencionar estes dois.

Depois há o resto, claro, há a bola de Bas Dost na barra, há a bola do mesmo Bas Dost à figura de Ederson, há o remate de William Carvalho enrolado para defesa do brasileiro, há Bryan Ruiz a falhar de cabeça em boa posição e há novamente Bas Dost a desviar ao lado de carrinho.

O Sporting perdeu este jogo e fê-lo por culpa própria, até porque produziu o necessário para pelo menos empatar (mas também, por que não?, para ganhar).

Sobretudo na segunda parte – mas também muito na primeira, é verdade -, sobretudo na segunda parte, dizia-se, carregou em cima do adversário e obrigou o campeão a encolher-se até parecer tudo menos um clube grande.

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O Benfica só respirou quando Jorge Jesus se lembrou de trocar Bas Dost por André, a cinco minutos do fim: a partir daí o Sporting caiu a pique.

Mas antes disso, é verdade, chegou a ser sufocante.

Pelo menos pareceu, a quem viu de fora. Mas também se tornou bastante óbvio que este Benfica tem uma alma enorme. Nunca perdeu a calma, aceitou que o rival tivesse mais bola, tivesse o domínio territorial, tivesse toda a iniciativa de jogo, e habituou-se a estar confortável no outro papel: defendendo bem e saindo rapidamente para o contra-ataque.

Foi no fundo um Benfica que se adaptou às circunstâncias, para chegar onde queria: ao triunfo que lhe permite ficar mais seguro na frente, com cinco pontos sobre o Sporting e quatro sobre o Porto.

O Sporting que, já agora, deixou novamente de depender dele próprio para ser campeão.

Mas isso são as contas que se fazem agora. Mais importante do que isso, porém, é que o dérbi foi imenso: um insano prazer do início ao fim.

Vale sempre a pena quando os vizinhos se encontram.

Fonte: MaisFutebol

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