Livros – 15 livros que finges ter lido e que devias mesmo ler, by Fnac.pt

Livros – 15 livros que finges ter lido e que devias mesmo ler, by Fnac.pt

15 livros que finges ter lido e que devias mesmo ler

Vais ao café com um amigo e querem falar de literatura. Azar dos diabos, tu acabaste de ler o Crime e Castigo e ele acabou de ler o Guerra e Paz. Pior ainda, tu nunca leste o Guerra Paz, ao passo que ele nunca leu o Crime e Castigo, mas como nenhum dos dois ousa admiti-lo (“que falha enorme, não ter lido um pilar literário como Dostoiévski ou Tolstoi”) eis que tentam forçar a conversa. Da mesma forma que percebes que ele não leu o teu livro, podes ter a certeza que ele também sabe que não leste o dele.

Como dar a volta a este berbicacho? É simples. Engole esse orgulho e em vez de tentares passar por doutor literário, tenta sê-lo de verdade. Segue-se uma lista de 15 livros que devem ser lidos e que muitos fingem já ter lido.


Crime e Castigo – Dostoiévski
Um ensaio sobre a humildade, ou sobre a forma como a vida a impõe. Raskólnikov é um estudante, é pobre, mas, acima de tudo, é um ser humano desesperado que vagueia pelas ruas de São Petersburgo, até cometer um assassinato. No início, a ação é vista pelo jovem como um ato de força moral maior, necessário até. Os problemas vêm depois, e quando Dostoiévski escreve sobre problemas que nos atormentam, a única coisa a fazer é lê-lo. Pode parecer uma história já batida, mas não há nada como literatura russa.


Duna – Frank Herbert
Um dos pilares incontornáveis da ficção científica, e um dos principais responsáveis pela forma que o género hoje toma. Combates interestelares, um planeta arenoso chamado Arrakis (ou Duna) e o combate geopolítico por recursos naturais. Frank Herbert escreve uma obra que trascende o seu tempo e que será para sempre atual. Obrigatório para qualquer um que se presuma fã de sci-fi!


1984 – George Orwell
Um dos livros mais destrutivos de sempre, e, aos olhos de muita gente, um dos mais importantes do século XX. Orwell busca bem fundo por aquilo que constitui a humanidade. Assim que o encontra, primeiro encurrala-o, e só depois o destrói. 1984 é uma obra-prima, e serão muitos os segmentos que ficarão para sempre com os seus leitores.


Moby-Dick – Herman Melville
A viagem do Capitão Ahab é a viagem de todas as viagens. Uma da qual nem todos regressam, e desses, ainda menos são aqueles que dela recuperam. A baleia-leviatã é um símbolo que transcende a nossa História, e Moby-Dick de Melville também a transcenderá.


Mataram a Cotovia – Harper Lee
Deste livro, limitamo-nos a citar um excerto: “Passados os anos suficientes para que os pudéssemos reviver com algum distanciamento, falávamos de quando em vez dos acontecimentos que tinham dado origem ao acidente. Eu continuo a achar que foram os Ewells que começaram tudo, mas o Jem, que era quatro anos mais velho do que eu, disse que tudo começou muito tempo antes.”


Guerra e Paz – Lev Tolstói
Tolstói, o incontornável. E, seguramente, um autor que muitos tentam contornar. Mas o título de incontornável existe por uma razão muito simples: quem não leu uma palavra deste escritor, e presume ter lido, não passa despercebido. Nota-se e muito. Façam um favor a vocês próprios e leiam.


O Estrangeiro – Albert Camus
O Senhor Meursault recebe um telegrama: a mãe morreu. Um livro gelado, antagónico contra todos os convencionalismos, quente e, acima de tudo, estrangeiro entre todos os outros livros. Albert Camus pinta uma tela absurda sobre aquilo em que consiste a humanidade e a existência. Este é um daqueles que se deve ler mais do que uma vez.


Odisseia – Homero
A Odisseia homérica é, a seguir à Bíblia , o livro que mais influência terá exercido, ao longo dos tempos, no imaginário ocidental. Esta tradução, de Frederico Lourenço, visa colmatar uma lacuna evidente: a inexistência, em português atual, de uma tradução vertida do grego, em verso e com a máxima fidelidade ao original, que devolva ao leitor o prazer do texto homérico. É mesmo caso para dizer, quem ainda não leu, leia, e quem já leu, leia este.


Lolita – Vladimir Nabokov
Seguramente, um dos livros mais polémicos da história da literatura. Humbert Humbert é o protagonista, um narrador não confiável, professor universitário de Literatura e também um obcecado por Dolores Haze, uma rapariga de 12 anos. Será preciso dizer mais? Só quem leu pode perceber o problema que é estar dentro da cabeça de um quase-pedófilo.


O Livro do Desassossego – Fernando Pessoa
O autor obrigatório no secundário; o autor que os estudantes têm de tolerar; o autor do fingimento, e o autor que muitos dos que tenham boa nota no exame nacional de português fingem adorar. Fernando Pessoa não precisa de contexto.


Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Não, ninguém vai dizer mal da adaptação de Joe Wright ao cinema. Keira Knightley não convenceu toda a gente, com a sua encarnação de Elizabeth Bennet, mas, ainda assim, o filme cumpre. Contudo, este é um daqueles casos em que muitos consideram que ‘basta’ ver o filme para se ler Jane Austen – desenganem-se amigos.


O Velho e o Mar – Ernest Hemingway
E porque esta lista não estaria completa sem Hemingway, cabe-nos a árdua tarefa de eleger um entre tantos. O Velho e o Mar conta a história de Santiago, o pescador que há meses não pesca um único peixe, até que um espadarte gigantesco morde o isco e o arrasta para mar alto. A arma de Hemingway é apenas uma: a simplicidade. Sem ela, as suas histórias não teriam a mesma força.


As Vinhas da Ira – John Steinbeck
Entre 1930 e 1939, as planícies do Texas e Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira, causando um desastre ecológico sem precedentes e deixando cerca de meio milhão de americanos sem casa, e provocaram o êxodo de muitos deles para Oeste, em busca de trabalho. É com base neste cenário que Steinbeck nos apresenta a sua visão da dignidade humana em condições de máximo desespero.


O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien
Tolkien é hoje considerado o pai da Fantasia Moderna. Esse conceito, por si só, é suficiente para percebermos o porquê de ser essencial ler os seus livros. A todos os que estão a pensar algo parecido com “não é preciso porque já vi os filmes”: esqueçam. Peter Jackson fez um trabalho extraordinário (bem como Howard Shore, o compositor), mas páginas são páginas.


A Bíblia
O livro de todos os livros, e um must para qualquer pessoa que goste de histórias. Porquê? Não falando nas inúmeras referências que perderás em inúmeros livros, filmes ou séries, a história da Bíblia vale por si, pelo que é dito, mas também por aquilo que fica por dizer.

Fonte: Fnac.pt

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